"O choro preso na garganta,
Mesmo que estranho ao não ser em lágrimas,
Aquele aperto no peitoPor falar algo que ninguém quer entender,
O pior é ver que no fim
A possibilidade maior
Será o retorno ao nada,
Ao vazio, vendo passar tudo aquilo que por
Um sonho foi teu...
No fundo ainda vê as razões se
Encontrando,
E isso que a te faz chorar,
Faz gritar de dor,
De medo e de uma angústia
Há uma esperança de acordar melhor
Mas o seu 'eu' não deixa isso acontecer
É como se cada palavra sua
Fosse uma tempestade escura,
Se cada defeito seu
Fosse uma crime,
E você se senti como uma aberração
Seja da sua natureza,
Seja da sua vida,
Dos seus sonhos,
De você.
O que poderá fazer para mudar?
Nada, no fim
É isso que te sobra nas madrugadas
O arrependimento de ser assim;
Não natural, não simples
E às vezes pelo que dizem
Artificial."
(Dayane Gandra)





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