sábado, novembro 17, 2012
Era o que era.
"Ao entrar na padaria ao lado de casa, pude perceber que o pão francês tinha cheiro de Alemanha.O sonho que antes era doce, hoje em pesadelo me traz o azedo.É cômico os cheiros, os gostos e as diferenças iguais, é medíocre as falas e pensamentos ocultos, ocultos em si, ocultos em aberto.
Eu queria te chamar para dançar hoje, parece que vai chover e gostaria de sentir teu cheiro quando molhado.Por algum motivo tenho esse desejo, tenho essa minha duvida duvidável, essa certeza incerta. Também queria te convidar para falarmos do tempo, sempre que fico sem assunto falo sobre a falta do vento, ou da ausência do Sol pela noite.
Costumo confundir as palavras, a usar o Céu a defender o Mar, costumo ter costumes e manias, esses que produzem no fim meu grande defeito, minha grande euforia. Mas eu não vim aqui para falar de mim e meus 'me', vim aqui por algum motivo que não lembro no momento.Se não pedir muito; caminhe ao meu lado até chegar em casa, talvez no fim do percurso possamos nos acariciar e nos beijar em frente o portão, acho que ele não dirá nada a ninguém.
Se você preferir pode entrar por um minuto, eu passo um café bem rapidinho e tudo se resolve quando nossos olhares se encontrarem ao nada. Adoraria poder te levar até a porta, adoraria poder ter um motivo para me despedir, me despedir de teu cheiro, de tuas mãos, me despedir de tua boca que por me fazer bem, insiste em ficar, mas...
O dia está tão lindo, esperemos pelo amanhã. Tenho certeza que todo esse desejo não passará por agora, tenho certeza que aumentará.
Na padaria te encontrei... Era o doce mais apreciável de lá, é meu doce e só meu."
(Dayane Gandra)






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