quinta-feira, dezembro 13, 2012


Correnteza de sangue


"As florestas se rebelam contra a vida
vida minha, alma minha 
nada meu.
Antes do florescer tudo tinha mais flor
tudo cheirava melhor
tudo era bom demais.
"Agora o jardim fica a mercê de pestes
o jardineiro se ocupa em outros jardins
e a rosa se senti atacada
pelo próprio espinho.
E em uma tempestade qualquer 
ela se cansa,
sim aquela rosa que não sabia da existência
de seu perfume 
se cansa totalmente 
e é levada pela correnteza,
correnteza que libera o prazer de não mais se 
preocupar, de não mais.
Passam anos, 
e por alguma  falta 
o jardineiro volta,
ele percebe que a mais honrosa 
aquela que o desejava como nunca visto
já não estava ali.
Ela não  fora cuidada,
não fora regada, 
não fora amada como amava
ela morreu com a chuva e com os espinhos 
a fazendo sangrar.
E hoje,
hoje seu sangue serve para cuidas das demais rosas e flores que o jardineiro 
apreciava em outros jardins
não podendo hoje mais
sentir o perfume da unica que o almejou."
                                                                                                          Dayane Gandra
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